Microbiológicos

 

SPINOSA  é um Ativador Biológico a base de Saccharopolyspora Spinosa, e mix Bacillus spp.


 

 

SACCHAROPOLYSPORA SPINOSA

 

CONTROLE :  Lagartas do gênero Helicoverpa, Spodoptera, Chrysodeixis e Heliothis; Traças (Lepidópteros), Larvas-minadoras (Diptera), Tripes (Thysanoptera), e Brocas (Coleoptera).

A bactéria Saccharopolyspora Spinosa foi descoberta por acaso em 1940 em um barril de rum. Amostras foram levadas para estudos e análises em laboratório e descobriu-se que possuía propriedades inseticidas. Ao final dos anos 80, já eram conhecidos diversos de seus metabólitos, as chamadas ESPINOSINAS.

Segundo os trabalhos de DeAMICIS, et. al. (1997), SALGADO (1998), SPARKS et. al. (1999), WILLIAMS et. al. (2003), MANSOUR et. al. (2007) e outros, as espinosinas possuem atividade seletiva para insetos das classes Lepidoptera, Diptera, Hymenoptera, Thysanoptera, e alguns da classe Coleoptera.

MECANISMO DE AÇÃO DAS ESPINOSINAS

As espinosinas são moléculas com ação inseticida produzidas pela bactéria  Saccharopolyspora spinosa. Elas atuam no sistema nervoso central dos insetos, atuando como moduladores alostéricos dos receptores nicotínicos de acetilcolina.

O modo de ação da espinosina consiste em atuar no sistema nervoso central das larvas dos insetos, especificamente nos receptores nicotínicos de acetilcolina e nos receptores do ácido gama-aminobutírico (GABA). À princípio, a toxina atua como agonista nos receptores nicotínicos de acetilcolina, ocasionando a abertura dos canais de sódio de forma permanente e, posteriormente, como antagonista nos receptores do GABA, promovendo o fechamento dos canais de cloro. Em virtude de ser uma toxina diferente que se liga em ambos receptores, esta não é reconhecida e degradada pela enzima acetilcolinesterase, permitindo com isso a passagem constante de cátions, resultando desta forma na transmissão contínua e descontrolada de impulsos nervosos, o que causa estremecimento, paralisia e morte do inseto.

É importante de ressaltar que os neonicotinóides também são inseticidas que se ligam aos receptores de acetilcolina, porém em locais diferentes das espinosinas. Os neonicotinóides funcionam como agonistas, ou seja, imitam a ação da acetilcolina, já as espinosinas atuam como moduladores alostéricos, ou seja, alteram a conformação da proteína receptora e com isso a tornam mais ativa.

O resultado é a ativação prolongada das proteínas receptoras de acetilcolina, causando assim a transmissão contínua e descontrolada dos impulsos nervosos, induzindo no inseto excitação e tremores contínuos. Após longos períodos de excitação, os insetos ficam paralisados pela fadiga muscular, e posteriormente morrem.

O fato das espinosinas atuarem em sítios alostéricos nos receptores nicotínicos de acetilcolina, evita a ocorrência de resistência cruzada com outros tipos de inseticidas que possuem modo de ação similar.

 

RECOMENDAÇÃO DE APLICAÇÃO

Controle de TRIPES,  Drosophila Suzuki, Minadora, e Traça-do-tomateiro.

Aplicar em solução com água, através de pulverizadores de barra ou costais, via aplicação foliar:

    • 1,5 Kg por hectare.
    • 3 a 4 gramas / Litro de água
    • Adicionar à calda 1% açúcar ou Melaço , mais espalhante adesivo.

 

MELHORES CONDIÇÕES PARA APLICAÇÃO 

Aplicar o produto preferencialmente no final da tarde ou em dias nublados, com temperatura entre 25 e 35ºC e umidade relativa do ar mínima de 60%.

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